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Combatendo a Obesidade Infantil

obesidade infantilO terceiro motivo para ter esperança em 2015 é que podemos traçar estratégias e vencer a obesidade infantil.

A obesidade infantil tem alcançado níveis alarmantes no mundo todo. No Brasil, a estimativa é que cerca de 32% das crianças estejam com sobrepeso ou obesidade, ou seja, de cada 10 crianças, cerca de 3 estão acima do peso. Uma das estratégias que tem mostrado grande efeito no controle é a que mostra um estudo norte-americano de dezembro de 2014. Nele, uma pequena mudança fez sim uma enorme diferença: nas escolas onde os pais participaram ativamente da Educação Alimentar dos filhos – agindo em casa também, houve uma redução nos níveis de obesidade pois se criou um ambiente que propiciava escolhas alimentares melhores. Em resumo, quando a criança estava em locais em que seus pais e professores as incentivavam a se alimentar naturalmente melhor, seu peso reduzia.

Será que não é possível trazer este ambiente mais saudável para dentro e fora de casa, no trabalho, na escola, e assim melhorar nossas escolhas? Vale pensar nisso em 2015!

Fonte: Tufts University. “Parents’ BMI decreases with child involved in school-based, community obesity intervention.” ScienceDaily. ScienceDaily, 19 December 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/12/141219103946.htm>.

O que fazer para ganhar peso?

ganhar pesoSe você está abaixo do peso, que é o índice de massa corporal (IMC) abaixo de 18,5 kg/m2, é importante que sua avaliação de composição corporal seja feita. Nem todos que tem IMC abaixo de 18,5 kg/m2 vão precisar se preocupar em ganhar peso, apenas se sua massa muscular estiver baixa, ou se estiver com alguma carência de vitamina ou sinal de desnutrição. O primeiro passo para que você saiba tudo isso é uma boa consulta com seu clínico ou endocrinologista. Realizar exames de sangue para que possamos ter informações é essencial para definir se você precisará ou não de alguma reposição de vitaminas ou de suplementação de proteína ou calorias, por exemplo.
A avaliação da composição corporal é feita através de vários exames, o mais comum é pelo exame de Bioimpedânciometria. Este exame mede a composição do corpo: quantidade de gordura, músculos, água… E assim conseguimos ter um panorama geral do seu corpo. Se faltam músculos, água ou mesmo gordura.
A partir dos dados dos exames, conseguimos estipular quantas calorias são necessárias por dia para manter ou ganhar peso, e finalmente, programamos a dieta.
Então, se você acha que está precisando de uma ajuda para ganhar peso, que tal buscar os profissionais corretos para te ajudar? Assim evitamos erros e o resultado certamente será o melhor possível!

Novo remédio para diabetes demonstra bons resultados na perda de peso

11/11/2013

Medicamento com hormônios GLP-1 e GIP ainda está em fase de testes, mas tem resultados promissores

Obesidade e diabetes tipo 2 são duas doenças que geralmente andam lado a lado. Na medida em que as pessoas ganham peso, o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 aumenta. Poder controlar os níveis de açúcar no sangue e ainda promover perda de peso: esses são os efeitos de uma nova medicação experimental para o diabetes, divulgados na revista Science Translational Medicine, na edição de 30 de outubro.

O mecanismo de ação da nova medicação une os efeitos de dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Estes dois hormônios, chamados hormônios incretínicos, são liberados naturalmente no intestino quando nos alimentamos, e agem no pâncreas estimulando a secreção de insulina, que irá reduzir os níveis de glicose no sangue. Já existem no mercado medicações injetáveis para o diabetes tipo 2 com o efeito do hormônio GLP-1, e que apesar de levarem à perda de peso, tem efeitos colaterais como náuseas ou vômitos. No entanto, não existem medicamentos comercialmente disponíveis que tenham os efeitos do GIP, e através dos estudos científicos sabe-se que esse hormônio controla os níveis de açúcar, mas não leva ao ganho de peso.

A vantagem da nova medicação, chamada de co-agonista duo incretínico unimolecular (unimolecular dual incretin co-agonist, em inglês) é estimular a produção de insulina e reduzir a produção do glucagon, que é um hormônio que aumenta a glicose. Outro efeito também é o de deixar mais lento o esvaziamento do estômago após a refeição, prolongando a sensação de saciedade e, portanto, reduzindo a fome. Por ter ação do hormônio GIP, o novo remédio melhora a sensação de náuseas. Os resultados ainda indicam alto potencial de reversão da síndrome metabólica, que é quando o diabético apresenta obesidade, altos níveis de colesterol ou triglicérides e pressão alta associados.

Os resultados sobre a perda de peso em ratos cobaias que fizeram uso do novo remédio são promissores. Foi feita a comparação entre os dois medicamentos: o primeiro com ação de GLP-1 apenas e o segundo, o remédio novo com dupla ação. Nos ratos que receberam apenas aquele com ação de GLP-1 houve perda de 15,4% do peso corporal, prevenção do acúmulo de gordura e redução de ingestão de alimentos. Já naqueles que receberam o novo medicamento houve redução de 20,8% do peso corporal, maior do que o efeito do GLP-1 sozinho.

Certamente, a divulgação de resultados tão promissores é uma excelente notícia. O diabetes é uma doença com um grande potencial de causar complicações como cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio e amputações. O estudo de novos medicamentos é fundamental para ampliar os horizontes de tratamento, e tudo o que precisamos (e queremos) ouvir são boas notícias!