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Acelerar o metabolismo existe?

Acelerar o metabolismo existe?

Tornar nosso corpo mais eficiente e gastador de calorias é um sonho para quase todos que estão de dieta, não é mesmo? É aquele velho desejo de poder comer o que quiser, sem se preocupar… será, será?

Bem, a verdade é que infelizmente não vamos conseguir “acelerar” o metabolismo a este ponto. O que conseguimos é com algumas medidas tornar nosso gasto calórico mais eficiente, mas se a ingestão de calorias – o que comemos – mesmo assim for maior do que o que gastamos, vamos acumular peso de qualquer forma. Bem, mas temos as nossas dicas…

Ganhe massa muscular – os músculos são um dos maiores gastadores de energia do nosso corpo. Quanto mais músculos e mais ativos, mais energia gastamos. Cada 450 gramas de músculo gasta 6 kcal por dia apenas para se manter, enquanto cada 450 gramas de gordura gasta apenas 2 kcal por dia para se sustentar. Vale mais a pena ter músculos, não?

Invista no aeróbico: aeróbicos não fazem ganhar massa muscular, mas aumentam a frequência cardíaca, outro jeito de gastar mais energia, tanto nas horas em que estamos em atividade, quanto nas horas seguintes.

Água, água, água… pois o nosso corpo precisa de água para os processos químicos internos que regulam o nosso metabolismo, quanto mais água, maior disponibilidade para seu uso na geração de energia.

E finalmente, fique sempre de olho no seu balanço energético, regule o que está entrando de calorias para se manter na linha!

#EndocrinologiaEmDia #Saúde#SemanaDoMetabolismo

E não é que seu intestino pode estar decidindo por você!

intestinoxpesoNós, aqui do Endocrinologia em dia, amamos novidades médicas e da ciência. Uma grande linha de estudos muito atual é sobre o papel do intestino no ganho de peso. E a pesquisa que comentaremos a seguir fala um pouco disso…Falta de auto controle? Falta de meta? Muitas vezes quem está acima do peso é acusado destes deslizes. Mas o que as pesquisas tem demonstrado nos últimos anos é que muitos outros fatores podem regular as nossas escolhas alimentares, e um deles é… o intestino.

Os micróbios que habitam a nossa flora intestinal podem ser responsáveis por alterar o comportamento alimentar e causar até compulsões. É natural do nosso corpo humano hospedar – um processo de troca de favores – estas bactérias. Elas vão ajudar na digestão de determinados alimentos que normalmente não conseguiríamos digerir, vão controlar e destruir algumas bactérias causadoras de doenças, e em troca, recebem alimentos que nós ingerimos para sobreviverem.

Agora se sabe que as bactérias que habitam o nosso intestino são altamente manipuladoras. O pesquisador, Dr Carlo Maley, da Universidade da Califórnia, Eua, indica que as bactérias tem uma série de interesses, alguns que vão nos favorecer, outros não. A bactéria Prevotella prefere ambientes ricos em carboidratos, enquanto as Bifidobactérias preferem ambientes com mais fibras. Dessa forma, é possível pensar que a depender do que nos alimentamos, nosso intestino terá mais ou menos bactérias de determinado tipo.

Da forma oposta, se um grupo de bactérias por algum motivo começa a se dividir mais que outros, sinais intestinais são enviados ao cérebro para que as escolhas alimentares sejam feitas em benefício delas – chamado eixo microbioma-intestino-cérebro.

Além disso algumas bactérias liberam substâncias hormonais que podem influenciar nosso humor. Ou seja, se elas recebem o alimento que preferem, liberam hormônios de bem estar em “agradecimento”, como serotonina e dopamina.

Então, existe jeito de ter uma flora boa? Sim… o uso de prébióticos, probióticos, alguns antibióticos e o transplante de bactérias podem fazer com que a pessoa tenha uma microbiota intestinal mais saudável. Todas estas possibilidades estão em estudo atualmente. No entanto, sabemos que uma alimentação saudável propicia que as bactérias boas proliferem sobre as más. Nós somos o que comemos, até nossas bactérias!
Fonte: http://goo.gl/EVTvlP

Você sabe o que é o Bisfenol A?

BisfenolO Bisfenol A (em inglês Bisphenol A- BPA) é um composto inorgânico que é usado, junto com outras substâncias, na fabricação de polímeros de policarbonato e resinas epóxi, materiais que são usados na fabricação de plásticos.

Atualmente tem se estudado muito o papel do BPA no nosso corpo. Sabe-se que o BPA tem propriedades semelhantes a alguns hormônios. Isso gerou grande preocupação internacional, e em 2010 o governo do Canadá declarou esta substância tóxica e, na sequencia, os governos da União Européia e Estados Unidos baniram o BPA da fabricação de mamadeiras para bebês. No entanto, o BPA ainda está presente como composto integrante nos canos de água e também no revestimento interno das latas de comidas (os enlatados), o que permite dizer que seu uso é quase universal.

O BPA é conhecido como os disruptor endócrino, isto é, uma substância que pode imitar hormônios naturalmente produzidos pelo nosso corpo. O BPA imita o hormônio estradiol, que é um hormônio feminino, e isso em bebês tem sido relacionado ao inicío da puberdade antes do tempo certo. A nova descoberta agora é que a presença de altas concentrações de BPA na urina de crianças e adolescentes está relacionada com maior taxa de obesidade.

Enquanto os estudos ainda nos ajudam a entender melhor os efeitos do BPA algumas medidas podem ser tomadas desde já, confira abaixo as recomendações retiradas do Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (http://www.endocrino.org.br/bisfenol/) :

1 – Use mamadeiras e utensílios de vidro ou BPA free para os bebês.
2 – Jamais esquente no microondas bebidas e alimentos acondicionados no plástico. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
3 – Evite levar ao freezer alimentos e bebidas acondicionadas no plástico. A liberação do composto também é mais intenso quando há um resfriamento do plástico.
4 – Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina epóxi no revestimento interno das latas.
5 – Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.
6 – Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
7 – Caso utilize embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior das embalagem. Eles indicam que a embalagem contem ou pode conter o BPA na sua composição.