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Alimentos que ajudam a combater o envelhecimento precoce

envelhecimento precoceEsta é a primeira semana do ano e nós do Endocrinologia em Dia queremos te dar 5 motivos para você ser feliz em 2015… um motivo por dia. Que tal começar com alimentos que ajudam a combater o envelhecimento precoce?

Envelhecer bem e com saúde, este certamente é o desejo de muitos de nós. Para dar uma força ao nosso corpo, separamos alguns alimentos que ao fazerem parte da sua dieta, vão dar uma marcha ré na máquina do tempo no seu organismo…

O azeite de oliva é fonte de gordura monoinsaturada, e traz inúmeros benefícios à saúde. É capaz de reduzir em 30% o risco de doenças cardiovasculares, pois diminui o mau colesterol – LDL – e aumenta o bom colesterol – HDL. Também é rico em vitamina E, que é oxidante, e vitamina K, vitamina que ajuda o nosso corpo a produzir os fatores de coagulação.

As amêndoas, apesar de serem calóricas, são fonte de vitamina E e ácido fólico. A vitamina E é um poderoso antioxidante, que torna mais lento o envelhecimento precoce nas células. A romã, fruta muito consumida agora no final do ano, é fonte de uma substância chamada de flavonóide, com ação antiinflamatória e também antioxidante.

Cada vez mais o salmão tem sido usado na nossa alimentação devido aos seus benefícios em reduzir o colesterol ruim e o nível de triglicérides, pois é um peixe rico em ácidos graxos poliinsaturados, principalmente o Ômega 3. O salmão é, na verdade, um peixe branco, mas que ao se alimentar no seu hábitat com algas de cor avermelhada, o pigmento dessas algas acaba se depositando nos músculos ou na casca.

O salmão contém proteínas de alto valor biológico e vitaminas A, D, E e K, B6 e B12. Uma outra vantagem do salmão consiste nos seus benefícios em reduzir os níveis de homocisteína no sangue. A homocisteína é uma molécula que, ao estar elevada no nosso organismo, aumenta os riscos de doenças do coração. Os níveis de selênio e iodo que o salmão fornece também são importantes para o funcionamento correto da glândula tireoide.

Série: Glândulas que você tem… mas que não sabia que elas existiam… Pineal

Pineal, a glândula do sonopinealProvavelmente você já ouviu falar da melatonina, não? Pois bem, este hormônio que tem se tornado conhecido nos últimos devido suas ações em regularizar o sono, é produzido naturalmente pela nossa glândula Pineal. Do tamanho de um grão de arroz, a pineal é uma glândula localizada no cérebro. Ela produz o hormônio melatonina, que é derivado da serotonina e do triptofano. Quando o dia fica claro, a pineal cessa sua produção de melatonina, porém com o entardecer, a pineal volta a liberar melatonina. Quando estamos expostos à luz durante a noite, nosso corpo naturalmente bloqueia a produção de melatonina.
Nos estudos clínicos com o uso de melatonina, verificou-se a capacidade deste hormônio regularizar nosso relógio biológico, adequando a produção de outros hormônios e outras glândulas ao horário “correto” no nosso corpo. Tem sido estudada na insônia, para evitar o jet lag – aquele cansaço extremo que acontece quando viajamos por longas horas para fusos horários diferentes – e para tratar narcolepsia. Existe também outra linha de estudo que explica a relação entre a produção de melatonina e a controle do hormônio do estresse, o cortisol. A melatonina tem sido estudada com boa perspectiva no tratamento do câncer de mama, câncer colorretal e na depressão. Mas atenção, antes de considerar tomar algum suplemento de melatonina, pergunte ao seu médico, ele é a melhor pessoa para te esclarecer suas dúvidas. Agora, que tal algumas dicas para melhorar a sua própria produção de melatonina?
1) Durma em um quarto escuro. Assim você estimula que a sua Pineal libere melatonina corretamente.
2) Coma cerejas e bananas, pois são fontes naturais de triptofano, que é precursor de melatonina.
3) Vai um leite morno na hora de deitar? O leite é fonte de 10 a 40 ng/ml de melatonina e por isso a velha história de tomar leite morno ao deitar faz todo o sentido.
Bom sonhos!!

Série: Glândulas que você tem… mas que não sabia que elas existiam

Adrenal ou supra-renal

supra-renalLocalizadas sobre os rins, uma em cima de cada rim, as glândulas supra-renais são vitais para o funcionamento do nosso corpo.
Muitas vezes usamos o termo adrenalina para descrever quando estamos passando por um estresse, susto ou momento de tensão. É justamente na adrenal, ou supra-renal que a adrenalina é produzida. Mas não é só isso. O centro da adrenal que é chamado de região medular produz adrenalina e noradrenalina. Já a região mais externa, chamada de córtex, produz outros hormônios: aldosterona, cortisol e hormônios masculinos em pequena quantidade, mesmo em mulheres.
A aldosterona é o hormônio que ajuda a controlar a quantidade de sódio no sangue, e quando em excesso pode levar à casos de pressão alta. Se o sódio no sangue fica baixo, a supra renal libera aldosterona, que vai agir no rim, levando a uma maior retenção de sódio, para manter o equilíbrio do nosso organismo.
O cortisol é o conhecido hormônio do estresse. Na verdade, esta é uma explicação simplificada (até demais) para um hormônio tão importante. Ele tem função antiinflamatória, aumenta a glicemia no sangue, estimula a quebra de proteínas e gorduras, e ajuda a corpo a se defender em situações de emergência: aumentando a pressão arterial e ajudando a adrenalina a funcionar de forma mais adequada.
Finalmente, é também na parte externa da suprarrenal que alguns hormônios masculinos são produzidos, dentre eles o hormônio deidroepiandrostenediona (DHEA). Sua função é ajudar a manter a massa muscular e a reduzir o tecido gorduroso, além de poder originar tanto testosterona quanto cortisol, hormônios masculino e feminino, respectivamente.