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Acelerar o metabolismo existe?

Acelerar o metabolismo existe?

Tornar nosso corpo mais eficiente e gastador de calorias é um sonho para quase todos que estão de dieta, não é mesmo? É aquele velho desejo de poder comer o que quiser, sem se preocupar… será, será?

Bem, a verdade é que infelizmente não vamos conseguir “acelerar” o metabolismo a este ponto. O que conseguimos é com algumas medidas tornar nosso gasto calórico mais eficiente, mas se a ingestão de calorias – o que comemos – mesmo assim for maior do que o que gastamos, vamos acumular peso de qualquer forma. Bem, mas temos as nossas dicas…

Ganhe massa muscular – os músculos são um dos maiores gastadores de energia do nosso corpo. Quanto mais músculos e mais ativos, mais energia gastamos. Cada 450 gramas de músculo gasta 6 kcal por dia apenas para se manter, enquanto cada 450 gramas de gordura gasta apenas 2 kcal por dia para se sustentar. Vale mais a pena ter músculos, não?

Invista no aeróbico: aeróbicos não fazem ganhar massa muscular, mas aumentam a frequência cardíaca, outro jeito de gastar mais energia, tanto nas horas em que estamos em atividade, quanto nas horas seguintes.

Água, água, água… pois o nosso corpo precisa de água para os processos químicos internos que regulam o nosso metabolismo, quanto mais água, maior disponibilidade para seu uso na geração de energia.

E finalmente, fique sempre de olho no seu balanço energético, regule o que está entrando de calorias para se manter na linha!

#EndocrinologiaEmDia #Saúde#SemanaDoMetabolismo

MITO 15/100 Glúten engorda

mito 15Pão, macarrão, bolos, biscoitos… em tudo que é gostoso, lá está ele: o glúten. Mas, será que ele é mesmo esse vilão?

O glúten é um composto proteico derivado do trigo e de espécies relacionadas: cevada e centeio. Logo, todo alimento que for feito de trigo, cevada ou centeio, terá glúten. Existe uma doença, chamada Doença Celíaca, que é uma intolerância ao glúten, na qual as pessoas devem retirar o glúten da dieta. 

A Doença Celíaca é uma doença auto-imune, isto é, o sistema de defesa da pessoa (sistema imune) não reconhece o glúten de forma correta e acaba atacando as células do próprio intestino, causando uma reação inflamatória. Isso leva à um quadro de diarreia crônica e perda de peso, além de desnutrição e anemia. A Doença Celíaca acomete cerca de 1 a cada 100 ou a cada 300 pessoas na maior parte do mundo, sendo que a maior parte das pessoas tem sintomas mínimos. O tratamento mais efetivo para a Doença Celíaca é a dieta rigorosamente livre de glúten por toda a vida. A aveia – desde que seja pura e não contaminada com outros grãos – é segura para comer em mais que 95% dos casos.

Para saber se você tem Doença Celíaca, é importante consultar um médico. O diagnóstico é feito por exames de sangue e se necessário por biópsia do intestino.

Se você não tem doença celíaca não há necessidade de retirar o glúten da sua deita. Mas então, por que as dietas sem glúten estão tão na moda? Porque os alimentos que contém trigo são geralmente os mais calóricos, com alto teor de carboidratos, e quando são retirados das dietas as pessoas relatam que perdem peso e se sentem mais leves. Puro efeito de restrigir os carboidratos e não necessariamente efeito de retirar o glúten… então, será que é o glúten que engorda ou o excesso de glúten? 

Se você se alimentar com alimentos que mesmo que contenham glúten, mas encaixados nas calorias do seu dia, com certeza não irá ganhar peso. Pensou nisso?

Hormônio da saciedade virou medicamento!

hormonio medicamentoO hormônio da saciedade virou medicamento e seus efeitos já estão sendo estudados desde que foi pela primeira vez comercializado para o tratamento do Diabetes. Mas, para entendermos como funciona o medicamento, antes é preciso entender o efeito do hormônio – que nosso corpo produz – e que ele tem ação similiar.

O Liraglutide é chamado tecnicamente de agonista do receptor do GLP-1. O GLP-1 é o hormônio que o nosso intestino libera quando detecta a presença de nutrientes no seu interior. Para facilitar, o GLP-1 é um hormônio que sinaliza para o nosso cérebro que há comida no interior do intestino e portanto, que estamos alimentados. Dessa forma, o cérebro ao receber esta informação, acaba inibindo os impulsos de fome e paramos de comer.

Para agir no nosso corpo, o GLP-1 precisa de um receptor, como se fosse sua fechadura, e ele fosse a chave. De um modo geral, os hormônios do nosso corpo funcionam assim: cada hormônio é um tipo de chave específica que tem sua própria fechadura.

O Liraglutide é, portanto, uma molécula sintética que age exatamente no receptor do GLP-1, ou seja, na fechadura do GLP-1. E, ao se ligar nela, causa os efeitos do hormônio no corpo, sem que estejamos alimentados. É um jeito de driblar a sensação de alimentação. Além disso, o Liraglutide age melhorando os níveis de glicose no sangue nos pacientes diabéticos por melhorar a liberação do hormônio insulina, daí seu uso inicial nos pacientes diabéticos.

Pois bem, o que ocorreu foi que, verificou-se que os pacientes diabéticos que eram tratados com Liraglutide perdiam peso e desenvolveu-se uma forma de administrá-lo agora em pacientes obesos, que foi recentemente aprovada pelo FDA e pela Comissão Europeia de Medicamentos. A perda de peso nos estudos tem variado entre 5 e 10% do peso corporal, em média.

No Brasil, a aprovação do Liraglutide para o tratamento da obesidade ainda está sendo avaliada pela Anvisa.