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Setembro é o mês da mobilidade.

MobilidadeÉ no mês de setembro que comemoramos o dia mundial sem carro: 22 de setembro. Aqui no Endocrinologia em Dia nós resolvemos dar uma forcinha propondo que você ande mais. E, é claro, durante toda esta semana vamos postar temas relacionados para você se animar e se mexer! Começamos hoje com… os passos!
Você sabe quantos passos dá por dia?
Em média 10 mil passos. Esta é a recomendação atual de várias sociedades médicas para que a pessoa ande por dia e saia do sedentarismo. Mas você tem idéia do que isso significa? A conta é que 10 mil passos equivalem à aproximadamente 8 km, ou uma hora e meia de caminhada moderada.
A grande questão é que muitas pessoas que mesmo andando até o metrô, ônibus e caminhando para o trabalho ficam muito longe dos 10 mil por dia. A média das pessoas gira em torno de 4 a 5 mil passos, o que é metade do desejado. E, é claro, nossas dicas:
1) caminhe mais, se exercite de forma não programada. Desça e suba escadas, procure caminhos mais compridos para andar. A meta é aumentar em 10% seus passos por semana.
2) Como vou saber quanto caminho? Este é o tema para nosso post de amanhã, mas já vamos adiantar que você pode comprar um podômetro ou baixar alguns aplicativos de contagem de passos para o celular.
3) Tire a esteira do armário ou mesmo a bicicleta ergométrica que está lá parada e virou cabide de roupas. Na bicicleta, mesmo que você não dê passos, irá se exercitar e fugir do sedentarismo da mesma forma. Começe com meia hora por dia, 3 vezes na semana, ou conforme a recomendação do seu clínico geral.

Série: Glândulas que você tem… mas que não sabia que elas existiam… HIPÓFESE

 Hipófise: A Hipófise é o poderoso chefão!

hipofeseDo tamanho de uma ervilha, localizada no cérebro, na região um pouco mais posterior entre os olhos, ali está a nossa Hipófise. Apesar de tão pequena, ela produz vários hormônios que controlam o funcionamento das outras glândulas do nosso corpo. Os principais são:
· TSH (hormônio tireoestimulante) que controla o funcionamento da tireóide;
· ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) que tem a função de controlar a glândula suprarrenal;
· LH (Hormônio Luteinizante) e FSH (Hormônio folículo estimulante): ambos responsáveis por regular o funcionamento do ovário e ovulação na mulher e no homem a produção de testosterona e de espermatozoides;
· GH (Hormônio do crescimento) que é responsável, dentre outras coisas, em estimular o crescimento nas crianças.

Além disso, após o parto na mulher, a hipófise é responsável por produzir um hormônio chamado prolactina, que vai estimular a produção de leite e a amamentação.

Na suspeita de alguma alteração hormonal, os hormônios produzidos pela hipófise são dosados no sangue, como por exemplo nos casos de deficiência de crescimento em crianças, irregularidades na menstruação, suspeita de menopausa precoce ou problemas de tireoide. Quando necessário, pode-se solicitar a ressonância magnética para obtermos a imagem da hipófise e assim podemos ter idéia se há alguma alteração.

Diabetes e Álcool: Beber ou não beber, eis a questão…

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos…

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro, se a quantidade de álcool na corrente sanguínea é muito alta, há risco de perda de consciência e parada respiratória, podendo levar até à morte.

O nosso fígado tem várias tarefas essenciais no nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Isto acontece por um processo chamado glicogenólise, que é quando o fígado direciona suas reservas de açúcar para a corrente sanguínea em caso de queda destes níveis no sangue. Também é o fígado o responsável por fabricar glicose quando os níveis do sangue também estão baixos, processo este chamado de gliconeogênese.

Nos pacientes diabéticos que estão tomando medicações que aumentam a quantidade de insulina no sangue, ou mesmo naqueles diabéticos que aplicam insulina, ao beber álcool, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia. Além disso, um outro problema é que as bebidas alcoolicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
Então, existe um limite para beber, se sou diabético?

A Sociedade Americana de Diabetes recomenda o consumo de no máximo 1 drink por dia para mulheres e 2 drinks por dia para homens. Mas claro, tudo de forma responsável. As orientações antes do consumo do álcool são:

1) Não beba de estômago vazio e não beba se suas taxas de glicose no sangue estão baixas. Geralmente o consumo de álcool está permitido em níveis de glicemia entre 100 e 140 mg/dL.
2) Beba lentamente e não ultrapasse a quantidade máxima por dia.
3) Enquanto estiver bebendo, sempre beba água junto, para manter sua hidratação.
4) Sintomas de hipoglicemia e intoxicação por álcool são muito similares. Por isso, é importante nunca ultrapassar a quantidade máxima de bebida.
5) E, é claro, nunca dirija depois de beber.

Para finalizar, a grande questão aqui é se você, sendo diabético, vai decidir beber ou não. Uma consulta com seu médico pode te ajudar a esclarecer esta dúvida. Mas, aqui vai um recado: mesmo liberado pelo seu médico, a responsabilidade e a moderação contam sempre em primeiro lugar, porque saúde é um bem muito preciso para ser desperdiçado, pense nisso!