Tag Archive | adoçantes

12/100 Mito: Comer açúcar em excesso causa Diabetes?

excesso de açúcarHoje nós vamos trazer um mito muito interessante. Existe uma grande dúvida entre as pessoas se o fato de ingerir açúcar em excesso causa Diabetes. Bem, para começar, é preciso entender o que causa o Diabetes.
Sabe-se que o Diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.
O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente tem risco de desenvolver Diabetes.
Resumindo: não é o fato de comer especificamente açúcar que causa Diabetes, mas sim o fato de comer em excesso qualquer alimento que acabe fazendo com que o peso da pessoa aumente. E, além do excesso de peso, é preciso juntar outros fatores, como sedentarismo e história familiar para daí sim, ter maior risco de desenvolver Diabetes. Quer evitar o Diabetes? Comece combatendo o sedentarismo e equilibrando a sua dieta com alimentos saudáveis!

Efeito sanfona pode favorecer a diabetes tipo 2!

sanfonaPerder peso, ganhar peso, perder peso de novo e ganhar novamente. Este é o famoso efeito sanfona, que assusta qualquer um que esteja a tentar eliminar definitivamente os quilinhos a mais.
Já se sabe que há uma relação bem estabelecida entre o ganho de peso e o desenvolvimento da diabetes tipo 2. As pesquisas mostram que a diabetes tipo 2 é uma doença causada pela herança genética associada aos hábitos sedentários e ao ganho de peso. Ela é o resultado é um processo chamado insulino-resistência – quando o pâncreas produz insulina a mais na tentativa de controlar os níveis de açúcar no sangue, mas essa quantidade em excesso não funciona como deveria.
Quando perdemos peso, perdemos gordura e massa muscular em algum grau, infelizmente. Quando engordamos tudo de volta, ganhamos apenas massa de gordura. Repetindo este processo diversas vezes, cada vez teremos mais massa de gordura e menos massa magra. E quais são as consequências de perdermos massa magra?
A primeira delas é que os músculos, além de participarem da estrutura do nosso corpo, armazenam glicose entre as suas fibras, utilizada durante a atividade física. Quando os músculos precisam de repor esta glicose, eles capturam-na da corrente sanguínea sem precisar da insulina que o pâncreas produz. A vantagem é que o pâncreas precisa de produzir menos insulina em quem tem boa massa muscular, um processo que é chamado de sensibilidade à insulina. E a sensibilidade à insulina leva ao menor risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2.
O segundo motivo é que armazenamos gordura dentro e fora dos músculos. Quando praticamos atividade física, estimulamos os músculos a utilizarem essa gordura como fonte de energia e, consequentemente, diminuímos a percentagem de gordura no corpo. E, por último, nossos músculos consomem boa parte das calorias ingeridas, levando à manutenção do peso. Dessa forma, todos estes 3 motivos tornam os músculos grandes protetores do desenvolvimento da diabetes tipo 2. Quando sofremos o efeito sanfona, o fenômeno chamado de sarcobesidade – que é justamente a perda de massa muscular – pode contribuir para o desenvolvimento da Diabetes tipo 2.
E o que fazer então para evitar o efeito sanfona e suas consequencias? Bem, aí chega a velha fórmula de reeducação alimentar, atividade física e redução de alimentos com alto teor de carbohidratos simples – pão branco, arroz branco, açúcares… Alimentos de alto índice glicémico que pioram a insulino-resistência. Lembre-se que evitar e insulino-resistência é o primeiro passo para se manter longe da diabetes tipo 2, e quanto mais longe, melhor!

Você conhece todos os tipos de Adoçante?

Você conhece todos os tipos de Adoçadoçantesantes? Saiba como escolher.

Hoje em dia há várias opções de adoçantes no mercado, e muitas vezes fica difícil decidir qual escolher. Nós vamos falar de cada uma delas, assim você se sentirá mais seguro para poder optar, mas ainda estiver com dúvidas, uma conversa com seu médico clínico geral, endocrinologista ou seu nutricionista pode te ajudar a fazer a melhor escolha!

Sucralose: É o único adoçante derivado do açúcar, ou seja da sacarose- que é o nosso açúcar de mesa. Seu poder dulçor, ou seja, de adoçar é 600 vezes superior ao do açúcar, e não tem sabor residual amargo. Ele é bem estável às altas temperaturas e portanto seu gosto não se altera quando usado para cozinhar. Diversos estudos foram realizados com a sucralose, e este adoçante tem se mostrado bastante seguro, sem efeitos tóxicos ou carcinogênicos. Com a indicação de um médico ou um nutricionista, poderá ser usado por gestantes e crianças.

Ciclamato: É 40 vezes mais doce que a sacarose, tem um leve gosto residual, e não possui valor calórico. É produzido a partir de um derivado do petróleo, o ácido ciclo hexano sulfâmico, e nos alimentos é encontrado na forma combinada com o sódio: o ciclamato de sódio. Dessa forma, deve ser evitado por hipertensos. Seu consumo diário consumo seguro é de 11mg/kg de peso.

Sacarina: A sacarina é o adoçante artificial não calórico mais antigo que existe. Tem um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o açúcar da cana (sacarose). Sozinha, em altas concentrações, a sacarina tem gosto residual amargo e metálico e, por isso, é associada ao ciclamato para atenuar o sabor. No nosso organismo ela é absorvida lentamente, e é excretada de forma inalterada pelo rim. Como é estável a altas temperaturas, pode ser utilizada em preparações quentes. Seu consumo diário seguro é de 2,5 mg/kg de peso.

Aspartame: É produzido a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilalanina e acido aspártico. Tem parecido com o açúcar branco, e tem potencial de adoçar 200 vezes maior que a sacarose, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 cal/g. Talvez seja o adoçante mais apreciado devido ao seu sabor bastante parecido com o açúcar, sem apresentar residual amargo. No entanto, quando exposto a altas temperaturas, como no preparo de alimentos, o aspartame perde sua doçura. Contra-indicado para os portadores de fenilcetonúria e se desaconselha o uso por grávidas.

Acessulfame- K: produto derivado da família do ácido acético, tendo seu poder de doçura 180 a 200 vezes maior que o açúcar. Seu sabor residual é parecido com a glicose. É estável em altas temperaturas, o que permite que seja usado na cozinha. Os estudos internacionais validaram o uso do acessulfame –K e o FDA (Food and Drugs Administration) liberou sua utilização em alimentos. No entanto, é preciso tomar cuidado com seu uso nos pacientes com insuficiência renal, pois, por ser composto de potássio pode elevar os níveis desta substância no sangue.

Esteviosideo: Seu poder adoçante é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose, sendo o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial. É totalmente atóxico e seguro ao organismo, mas seu uso é pequeno devido a um sabor residual amargo.